Campanha nacional vai coletar DNA dos familiares de pessoas desaparecidas em Rondônia

Campanha nacional vai coletar DNA dos familiares de pessoas desaparecidas em Rondônia

Porto Velho, RO - O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), através da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (Politec), com o apoio das polícias Civil, Militar e Federal, promovem a campanha nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. O objetivo é dar mais agilidade ao processo de busca por desaparecidos.

O projeto, de iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) foi lançado no dia 25 de maio de 2021 e acontecerá em âmbito nacional. A data escolhida para o lançamento da Campanha, representa o dia Internacional da Criança Desaparecida e pretende alertar a população sobre a gravidade deste problema.

As amostras poderão ser confrontadas com restos mortais não identificados

A ação consiste na coleta de amostras biológicas de familiares de pessoas desaparecidas para exame de DNA e inclusão dos perfis genéticos no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) para posterior confronto com as amostras tanto de pessoas vivas, como dos corpos não identificados ou ossadas que deram entrada no Instituto Médico Legal (IML) dos estados.

Na prática, significa dizer que se um corpo for encontrado na Bahia e seus parentes realizarem as coletas no Rio de Janeiro, por exemplo, o Banco Nacional de Perfis Genéticos vai apontar a confirmação do parentesco. Isso devido ao fato da Rede de Bancos integrar a Federação.

A execução da Campanha será realizada em Rondônia pelo Instituto de DNA Criminal, órgão interno da Politec, e a nível nacional pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (Senasp).

O projeto estabelece o prazo compreendido do dia 14 a 18 de junho de 2021, com as atividades de coletas. Em Rondônia, as coletas serão realizadas nas Unidades de Perícias Oficiais Criminais localizadas nas cidades de Ariquemes, Jaru, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura, São Miguel do Guaporé, Vilhena, Guajará-Mirim e Porto Velho.

Para o diretor do instituto de DNA Criminal da Politec, Ralph da Cruz Catrinck, “a integração do Estado na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), amplia a possibilidade de solução de casos no Brasil, sendo uma poderosa ferramenta para identificação de pessoas desaparecidas no território nacional e internacional”.

“A Superintendência se sente grata em participar desta campanha uma vez que externa uma prestação de serviços para as famílias e reforça o nosso compromisso com um serviço de excelência”, afirmou o diretor-geral, Domingos Sávio Oliveira.

Para mais informações, os familiares podem entrar em contato com a Politec por meio do telefone 3216-8853.