Vale anuncia mais duas doações, de R$ 50 mil e R$ 15 mil, a atingidos pela lama na tragédia em Brumadinho

Vale anuncia mais duas doações, de R$ 50 mil e R$ 15 mil, a atingidos pela lama na tragédia em Brumadinho

Igreja Matriz de Brumadinho fica lotada em missa de sétimo dia para as vítimas da tragédia — Foto: Raquel Freitas/G1

A Vale anunciou nesta sexta-feira (1º) que irá fazer mais duas doações às famílias atingidas pelo rompimento da barragem de Brumadinho. Um dos valores será de R$ 50 mil, para os moradores da chamada "zona de impacto", que tiveram suas propriedades atingidas pela lama.

O outro valor é de R$ 15 mil, para as pessoas que tiveram suas atividades profissionais afetadas, como comerciantes e pescadores, por exemplo.

Na segunda (28), a Vale já havia anunciado uma doação emergencial de R$ 100 mil às famílias por cada vítima fatal, além de manter a compensação financeira pela exploração mineral para o município de Brumadinho, mesmo durante a paralisação das atividades na mina.

Essas doações, segundo a Vale, não farão parte das indenizações. "Indenização nós sabemos que são valores muito maiores, precisam ser obviamente conversados com as famílias, com as autoridades, com o Ministério Público", disse o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, na segunda.

Nesta sexta, o diretor-executivo de relações institucionais da mineradora, Sérgio Leite, afirmou que essas doações podem ser cumulativas. Ou seja, se um agricultor teve sua casa destruída e perdeu 2 familiares na tragédia, por exemplo, ele pode receber R$ 265 mil (R$ 100 mil por cada familiar morto, R$ 50 mil pela casa destruída e R$ 15 mil pela atividade comprometida).

Na quinta (31), começaram as inscrições das famílias de mortos e desaparecidos para receber doação de R$ 100 mil. A mineradora não informou quando começa a cadastrar as pessoas que poderão receber as outras 2 doações.

Salário dos funcionários da Vale

O prefeito de Brumadinho voltou a falar com os jornalistas nesta sexta-feira, após 4 dias sem contato com a imprensa. Avimar de Melo (PV) afirmou que pediu à Vale que mantenha os salários dos funcionários durante o período em que as atividades estiverem paralisadas e não demitir ninguém. A preocupação dele é que a movimentação de recursos seja mantida no município.

O início do ano letivo ainda não está definido. Melo acredita que as aulas possam começar no dia 11, com a desobstrução de vias. Segundo ele, algumas têm até 4 metros de lama.