Sanções da União Europeia agravam crise diplomática com Venezuela

Sanções da União Europeia agravam crise diplomática com Venezuela

Porto Velho, RO  - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quarta-feira (24), a expulsão da embaixadora da União Europeia (UE) em Caracas, Isabel Brilhante Pedrosa. O chefe de Estado disse que seu governo não queria tomar essa atitude, mas indicou que seu país não pode tolerar mais "agressões" unilaterais do bloco. 

Em declarações veiculadas pela emissora estatal, Maduro revelou que o Executivo buscava reativar o diálogo entre todos os setores da oposição e o Chavismo, com a mediação de um país europeu, mas agora o processo está suspenso. “Passos importantes já foram dados, mas não assim, não assim. Ou você retifica ou com você nunca há tratamento de qualquer espécie, nenhum tipo de diálogo com a UE”, insistiu o presidente, segundo informações da RT.

O presidente venezuelano destacou que a expulsão da embaixadora é apenas uma resposta de Caracas aos ataques desferidos pelo bloco europeu. E acrescentou: "Não queremos fazer isso, estamos fazendo contra nossa vontade mesmo. Queremos ter as melhores relações com toda a Europa, mas não podemos aceitar que ninguém venha ofender a Venezuela".

Da mesma forma, lamentou o "ataque de loucura" da UE, em relação às recentes medidas coercitivas aplicadas pelo bloco a autoridades venezuelanas, para puni-las por terem participado das eleições parlamentares de 6 de dezembro passado: "Eles até sancionaram deputados oposição, mostrando sua miséria na hora de tecer suas decisões internacionais”, acrescentou.

Por isso, insistiu que a UE é bem-vinda "mas só se respeitar a Venezuela, a democracia, as instituições", caso contrário, defendeu a aplicação de medidas recíprocas a estas hostilidades. "Eles estão mexendo com um país inteiro e o que estão esperando? Para que fiquemos de braços cruzados? Podemos agradecer por nos atacarem?"

Desde 2017, a UE impõe sanções contra a Venezuela, que foram prorrogadas por mais um ano em 2020. Até o momento, 55 autoridades e políticos venezuelanos receberam medidas coercitivas, incluindo a vice-presidente Delcy Rodríguez.