Morre Maria Natividade de Moraes, mãe de Juscelino Amaral

Morre Maria Natividade de Moraes, mãe de Juscelino Amaral

Nota de Falecimento
A família de Maria Natividade de Moraes cumpre o doloroso dever de comunicar o seu falecimento, ocorrido no início da manhã de hoje, 10.10, aos 90 anos, de morte natural. Seu corpo será velado a partir do meio-dia na Funerária São Cristóvão, na Avenida Jorge Teixeira.

O sepultamento ocorrerá às 17 horas de amanhã, no jazigo da família Amaral, no Cemitério de Santo Antônio. A família enlutada agradece o apoio de todos pelas homenagens póstumas. 

BREVE HISTÓRICO
Nome: Maria Natividade de Moraes
Nascimento: 8 de setembro de 1929
Local: Vila Bela da Santíssima Trindade, Estado do Mato Grosso
Filha de Claro Cristiano de Assunção e Maria Ana de Moraes.

Neta de Zacarias Antunes e Maria Ambrósia de Assunção (avós paternos) e João Francisco Régis de Moraes e Maria Joana dos Anjos (avós maternos).

Dona Maria Natividade do Amaral era esposa de Sebastião Avelino do Amaral (já falecido), com quem teve 13 filhos.

Chegou ao Vale do Guaporé, ainda pequena, trazida por um tio, na época em que Rondônia ainda era pertencente ao Estado Mato Grosso. 

Oriunda de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), Dona Maria é de família tradicional quilombola daquela região, onde nasceu Teresa de Benguela, a líder heroína, que chefiou a revolta de libertação negra e indígena do quilombo Quariterê, na divisa entre o rio Guaporé (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia) e a atual cidade de Cuiabá no século XVIII.

Chegou a Porto Velho no início dos anos 60, para garantir o futuro dos filhos através dos estudos, sempre residindo no bairro Olaria, onde ficou muito conhecida por ser cozinheira. 

Dona Natividade e seus familiares possui ligação estreita com a Festa do Divino, uma faceta cultural até hoje vivenciada por seus descendentes.

Em 1997, ela foi eleita pela Congregação do Divino Espírito Santo de Vila Bela da Santíssima Trindade para ser “Rainha do Divino Espírito Santo”, e Festeira em 1998.

Era de fato uma personagem histórica, que deixou sua marca na transformação desse Estado, sobretudo, na a perpetuação da cultura negra na região do Vale do Guaporé e na criação dos filhos, netos e bisnetos, que hoje estão espalhadas em inúmeras áreas do conhecimento em Rondônia.