Médico de Ji-Paraná vai pagar indenização acidente que vitimou mãe e filha na 429

Médico de Ji-Paraná vai pagar indenização acidente que vitimou mãe e filha na 429

Porto Velho, RO - O Juízo da 1ª Vara Cível de Ji-Paraná julgou culpado o médico jiparanaense Manuel Lamego pelo acidente fatal que vitimou Bruna Alexandra Vanuchi no dia 27 de maio de 2017, na BR-429, sentido BR-364, região Central do Estado. 429, sentido BR-364, região Central do Estado. No acidente também morreu a mãe dela, Maria Aparecida da Cruz Vanuchi.

Segundo o autor do pedido indenizatório, que é ex-marido de Maria e pai de Bruna, o médico estaria embriagado no momento da colisão e não prestou socorro às vítimas. Ele pediu R$ 286 mil de indenização, mas o Juízo arbitrou a sentença em R$ 80 mil. O médico ainda pagará honorários advocatícios, no valor de R$ 5 mil.

Em seu depoimento, o médico disse que não estava em alta velocidade, pois estava com o pneu baixo desde que saiu da cidade de Alvorada d´Oeste e que não estava bêbado, rechaçando a tese de que teria fugido do local, não percebendo a ocorrência do impacto, pois estava muito escuro no local.

Segundo o Lamego, o acidente aconteceu no momento em que ele iria fazer a ultrapassagem, vindo a motoneta das vítimas invadindo o meio da pista, ocorrendo a colisão traseira. As vítimas estavam sem capacete, a condutora não era habilitada e saíram da pista devido a colisão, sendo arremessadas na ribanceira da pista.

Na sentença, o juiz José Antônio Barreto lembrou que, os dois capacetes das vítimas foram encontrados no local do acidente, que a motocicleta ficou totalmente destruída em decorrência da colisão traseira e que independentemente da falta de habilitação da condutora, pouco influenciaria no resultado final do evento.

E sentenciou: “o art. 29, § 2º, do Código Brasileiro de Trânsito “respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres”.

A responsabilidade pelo acidente que tirou a vida das vítimas já foi reconhecido pela Justiça Criminal de Ji-Paraná em outro processo. A indenização foi arbitrada apenas pela morte de Bruna, filha única do autor do processo, pois na época ele não tinha mais vínculos afetivos com a outra vítima.