Julgamento de `Azulão´ pela morte de Jesiel ´Tucano´, em Pimenta Bueno é transferido

Julgamento de `Azulão´ pela morte de Jesiel ´Tucano´, em Pimenta Bueno é transferido

Porto Velho, RO - O julgamento do motorista Rodrigo da Silva Paiva, conhecido por ´Azulão´, de 32 anos, que seria realizado hoje no Fórum da cidade de Pimenta Bueno, foi adiado pelo Juízo da 1ª Vara Criminal daquela Comarca, foi adiado até que o retorno do Judiciário, em decorrência as ações contra o Coronavírus. 

Azulão é acusado da morte do autônomo Jesiel Clerez da Sila, conhecido por Jesiel do Som, de 33 anos, após uma briga no Clube Água Cristalina, na noite do dia 3 de dezembro de 2017, e tentativa de feminicídio contra Daniele Pontes Almeida, que seria ex-namorada do acusado. 

A denúncia oferecida pelo Ministério Público foi aceita em dezembro de 2018. O laudo demonstra que a vítima morreu em decorrência de falência renal aguda, em decorrência da hemorragia sofrida pelas diversas facadas que levou do acusado no braço esquerdo, durante luta corporal no lado de fora do bailão. 

O MP baseou sua denúncia nas provas coletadas pela Polícia Civil, inclusive de câmaras externas que filmaram parte da dinâmica do crime, bem como coleta de depoimento de testemunhas que presenciaram o fato. A materialidade de que Azulão foi o autor dos crimes é incontestável. 

No dia do crime, a vítima estava com outras duas testemunhas, quando viram o acusado convidar a ex-namorada para dançar, agredindo-a fisicamente, de surpresa com um soco no rosto. Daniela deixou o local, acompanhada de Jesiel, quando Azulão apareceu para agredir Jesiel, iniciando a briga. 

Os dois acabaram sendo separados e levados para a delegacia, sendo liberados. Por volta das 5 horas, Jesiel estava acompanhado de Daniela, e ao entrarem na casa dela, ele recebeu uma ligação, de um ´amigo´ que o estava esperando do lado de fora. Ao abrir o portão, Jesiel viu Azulão com uma faca o aguardando. 

Jesiel não teve temo de se defender e foi duramente atacado a facadas, utilizando apenas o braço como defesa. Caído ao solo já vendo o rival mortalmente ferido, Azulão partiu para cima da outra vítima, golpeando-a, mas por sorte, ela conseguiu fugir e trancar o portão da casa e se refugiar. 

Em seu depoimento, o acusado negou que tenha agredido a ex-namorada e que ela teria sido jogado no chão e que estava sendo perseguido por ela. No dia do crime, foi Jesiel quem partiu para cima dele para agredi-lo, alegando que agiu em legítima defesa. 

Os advogados de defesa do réu entraram com um pedido de desaforamento (mudança de local) do julgamento, mas o Ministério Público já se manifestou contrário à mudança.