Falta de legista dificulta atuação da polícia em Cerejeiras; exames de corpo de delito são feitos em Vilhena

Falta de legista dificulta atuação da polícia em Cerejeiras; exames de corpo de delito são feitos em Vilhena

Porto Velho, RO - Há seis meses, as autoridades policiais de Cerejeiras convivem com um problema que torna o trabalho da polícia mais difícil e demorado: a falta de um médico legista no município.
 
Com a falta do profissional, os exames de corpo de delito têm que ser feitos em Vilhena (para casos especiais, como laudos necroscópicos e laudos de constatação de crimes sexuais) ou até mesmo com o médico que estiver na escala de plantão no Hospital São Lucas, a única unidade hospitalar pública de Cerejeiras.
 
O exame de corpo de delito é necessário em variadas situações e podem ser feitos tanto nas vítimas quando nos suspeitos. Por exemplo, nos casos de violência doméstica, é necessário fazer o exame médico da vítima para comprovação das lesões e compor o inquérito. No caso de um suspeito que acaba de ser preso, para deixar outro exemplo, o exame de corpo de delito é exigido pela lei para confirmar que não houve nenhuma ofensa contra a sua integridade corporal.
 
Segundo o delegado da Polícia Civil de Cerejeiras, Mayckon Pereira, são feitos uma média de quatro exames de corpo de delito por semana no município.
 
Até pouco tempo atrás, um profissional do município, o médico pioneiro Ricardo Rocha, fazia os exames periciais em Cerejeiras, como médico “Ad Hoc” (nomeado). Mas, há cerca de seis meses, o governo estadual (em face de um parecer da Procuradoria Geral do Estado), determinou que os médicos que estavam em outras secretarias, retornassem a sua origem, como foi o caso do profissional cerejeirense, que retornou a Secretária Estadual de Saúde.