Empresário que venceu licitação para servir marmitex para presídios diz que foi sabotado; Confira vídeo

Empresário que venceu licitação para servir marmitex para presídios diz que foi sabotado; Confira vídeo

Funcionários da empresa protestaram em frente ao Ministério Público e CPA

Porto Velho, RO -
O empresário Patrick de Lima Oliveira Moraes, da Sabor A Mais Comércio de Alimentos EIRELI EPP, vencedora da licitação para fornecimento de refeições aos presídios de Porto Velho, denunciou ontem a empresa Bandolim (e seus proprietários) a quem acusou de corruptos e bandidos. 

Em um vídeo, Patrick aparece reunido em uma cozinha industrial com aproximadamente 50 cozinheiros, onde fez um desabafo aos trabalhadores, explicando os motivos que levaram o Estado a rescindir o contrato com a empresa. 

Segundo o empresário, a Bandolim pagou um preposto da empresa responsável pela entrega das marmitas ao presído, conseguindo incluir no carregamento duzentas marmitas estragadas, somente com o intuito de prejudicá-lo. 

O resultado disso é que o próprio Ministério Públicou pediu ao Estado o cancelamento do contrato por causa da comida estragada que foi entregue criminosamente no presídio 470. A ação criminosa levou à demissão de mais de 70 pessoas da cozinha da Sabor Mais. 

“A Bandolin, de empresários corruptos, bandidos, que estão dilapidando o Estado de Rondônia, pagagram dinheiro, investigaram pesado, para arrancar esse contrato da gente”, desabafou o empresário. “Foi feita uma operação criminosa”, diz ele. 

Patrick diz que está com a consciência limpa, pois não tem ´rabo preso com político´ e não tem dinheiro saindo da conta dele ´para a conta de servidor público´, sugerindo a ocorrência de um esquema de corrupçaõ envolvendo a Bandolim e servidores estaduais. 

O empresário disse que está sendo perseguido pela Bandolim desde o dia em que participou do pregão das marmitas do Governo de Rondônia e chegou a ser preso pela PF por dez dias após ser alvo de denúncias infundadas. 

A Bandolim agora está com o serviço de fornecimento das marmitas, mas segundo Patrick ele vai denunciar publicamente quem é essa empresa, que incrivelmente, “não possui uma investigação contra si pelo Ministério Público”, segundo o empresário. 

“Todo o Estado de Rondônia vai saber o tipo de empresa que está sendo contratada, uma empresa que tem a capacidade de comprar uma empresa de alimento para colocar duzentas marmitas estragadas dentro do presídio…”, finalizou. 

Após o pronunciamento, o empresário seguiu para a frente do Ministério Público acompanhado dos trabalhadores que foram demitidos, exigindo uma solução por conta das denúncias que fez contra a Bandolin. O assunto já está em discussão na pauta da Assembleia Legislativa de Rondônia.