Doria promete posse mais enxuta para acompanhar cerimônia de Bolsonaro em Brasília

Doria promete posse mais enxuta para acompanhar cerimônia de Bolsonaro em Brasília

João Doria se reúne com todos os secretários e presidentes de autarquias que farão parte da nova gestão em 2019 — Foto: Tatiana Santiago/G1

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que terá uma cerimônia de posse mais “enxuta” no dia 1º de janeiro para conseguir viajar a tempo para Brasília e acompanhar a cerimônia de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

A cerimônia de posse na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde participam Doria e seu vice, Rodrigo Garcia, está marcada para começar às 9h no Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. Em seguida, João Doria seguirá para o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, onde é realizada a transmissão de cargo e nomeação dos secretários indicados.

Normalmente, a posse dos antigos governadores durou quase todo o dia. Já a cerimônia do tucano será mais curta e também mais econômica. Doria não deve usar os batedores da Polícia Militar e diminuirá o número de comboios, o que exigirá um número menor de seguranças, no trajeto entre a Assembleia e o Palácio. Além disso, não terá recepção com coquetel.

A cerimônia no Palácio deve acabar antes das 12h, já que a posse do Bolsonaro está prevista para as 15h.

Na manhã desta sexta-feira (7), Doria se reuniu pela primeira vez com todo o secretariado e chefes de autarquia escolhidos. No entanto, faltam três nomes de secretários para ser anunciados das Secretarias da Fazenda e Planejamento, dos Esportes e da Administração Penitenciária. Os nomes serão anunciados na próxima semana. Um dos nomes cogitados é do ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que também concorreu à Presidência da República nas eleições. Se o convite, que não foi oficializado, for aceito, Doria terá seis secretários que trabalharam como ex-ministro do presidente Michel Temer (MDB).

“O governador João Doria realiza a primeira reunião com o secretariado já indicado. Ele participa da reunião onde passou orientações gerais do governo a partir do dia 1 º de janeiro. Nós tivemos a oportunidade de relatar aos secretários como anda a transição governamental até hoje, o relacionamento individual de cada secretário setorial com a atual secretaria, como funciona o escritório de transição onde cada secretaria tem o seu espaço para ir recolhendo informações do atual governo”, afirmou o vice-governador eleito Rodrigo Garcia (DEM).

Durante a reunião, Doria também aprovou o modelo das novas secretarias do governo com 20 secretarias estaduais e 2 secretarias extraordinárias. “Nesse novo desenho nós tivemos a incorporação de algumas secretarias como, por exemplo, a nova secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente que acumula também o trabalho realizado anteriormente pela Secretaria de Energia e pela Secretaria de Recursos Hídricos”, afirmou Garcia. Ele também citou que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico também acumulou as funções da Secretaria do Trabalho. As secretarias extraordinárias são de Relações Internacionais e Comunicação.

O secretariado indicado ainda irá se reunir outras duas vezes antes da posse. O primeiro encontro ocorre na próxima semana.

Organograma geral de 2019 da gestão de João Dória — Foto: Divulgação/Reprodução

Futuro governo

De acordo com o vice-governador eleito, Rodrigo Garcia, a Segurança Pública, Saúde, Educação e Mobilidade serão os quatro temas prioritários para ações e investimentos do governo.

No dia 1º de janeiro devem ser publicados no Diário Oficial do Estado, o enxugamento de secretarias, além dos cortes de parte dos cargos comissionados, além da extinção de fundações, autarquias e estatais do governo. Atualmente o governo do estado possui 19 estatais.

“As estatais não serão vendidas porque elas não têm valor de mercado. Na nossa visão elas deixaram de cumprir um papel importante para a sociedade civil, estão mediando hoje políticas públicas e essa mediação hoje está consumindo mais orçamento do que o necessário na visão do governador Doria e por isso a decisão de colocá-las em processo de extinção”, explicou Rodrigo Garcia.