Com pequenas ações, Marcos Rocha desgasta seu capital político nos primeiros dias de governo

Com pequenas ações, Marcos Rocha desgasta seu capital político nos primeiros dias de governo

Pagamento de diárias foram feitos ainda em dezembro e discurso do “fim dos privilégios” derrete à olhos vistos

Atos desnecessários

Marcos Rocha foi eleito sob a bandeira da “nova política”, que combateria a corrupção, acabaria com as “mamatas” e enxugaria a máquina pública, pondo fim a privilégios. Foi ele quem disse. Mas, na prática, a coisa não é bem assim.

Antes de ser empossado, no dia 31 de dezembro, quem passou pela frente do Palácio Rio Madeira estranhou as luzes dos dois últimos andares todas acesas. É que no local o governador, que ainda não tinha tomado posse, fez um jantar para alguns convidados.

O pedido partiu da primeira dama, Luana Nunes de Oliveira Santos, ao ex-governador Daniel Pereira, que deu a autorização.

As despesas do jantar ainda não foram reveladas, tampouco se foram pagas com recursos públicos ou não. E esse tipo de conduta é sintomática.

Não é crime

Mas, confronta o discurso de campanha. Nem Bolsonaro se deu a essa liberdade, e poderia. Não parou ai.

No dia seguinte, foi feita a solenidade de posse do governador e do vice, às pressas, Rocha não queria perder a solenidade presidencial. Foi descortês com o agora ex-governador ao mostrar impaciência com discursos.

Daniel Pereira, querendo ou não, foi responsável por deixar a máquina pública funcionando, deu total espaço ao novo governador, tão logo foi anunciado o resultado das urnas. Mas isso não impediu Marcos Rocha de acelerar o evento e tocar para a capital federal. A justificativa seria “reuniões com ministros”.

Quem conhece minimamente Brasília e como opera a máquina pública, sabe que as visitas feitas por Rocha neste dia 3 foram meramente protocolares, para confirmar a justificativa da viagem e não ficar ainda mais complicado pagamento de diárias para a “futura secretária” que também é sua esposa. Bom lembrar que Rocha pagou a si, quando era secretário de Estado, pecúnias que eram negadas aos demais servidores públicos.

E esse é mais um desgaste

A nomeação da primeira dama para o cargo de secretária de ação Social é totalmente desnecessária. Não se trata de uma questão curricular, e sim de bom senso. Rocha se posicionava pelo que ele chamava de “fim dos privilégios”, e o primeiro emprego que ele arrumou foi para sua esposa.

Não fosse ela casada com ele, a viagem à Brasília, sendo ela apenas secretária de Ação Social, não teria, como ainda não tem, nenhum resultado prático para o Estado. E é esse o ponto da discussão.

Um parêntese

Antes que algum afoito diga que “esse jornalistazinho comunista tá batendo para conseguir verba para esse site fuleiro”, vou repetir, nós não recebemos verba de publicidade de nenhum ente público, tampouco estamos atrás. Todas as agências que atendem governo, assembleia e prefeitura foram informadas ainda em 2013, quando adotamos essa linha, talkey? 

Voltando…e a Fonte pagadora

Veio da Agência de Defesa Agrosilvopastoril de Rondônia – IDARON, o recurso para passagens e diárias, que consumiram pouco mais de R$ 11 mil.

“Há, isso não é nada, outros gastaram ainda mais”. Pois é, esse é o argumento usado pelos petistas quando se trata dos crimes cometidos por algumas de suas lideranças. Um desvio não justifica outro.

A burocracia existe para controle. São necessários que ritos sejam cumpridos. O Estado está abandonado porque o vice não pode nomear ninguém, exceto se for titular.

A máquina pública não pode parar. Falta Marcos Rocha entender que quem vai atrás de dinheiro são seus assessores, cabe a ele administrar o Estado.

Ele ainda acha que pode agir como um funcionário público padrão.

Não pode. Ele deve satisfação de cada centavo de dinheiro público consumido. Por ele e seus familiares.

Esse é o problema

Do discurso moralizador. É isso que a população cobra e para isso que ele foi eleito.

Neste primeiro momento, seus eleitores e apoiadores criticam a imprensa que vem mostrando as contradições entre o que Rocha fala e o que ele faz.

A manter este comportamento, ele desgasta seu capital mais precioso, a confiança que lhe foi depositada. Parte de seus eleitores afirmam que “ele só foi eleito por causa do Bolsonaro”.

De fato, quem saiu de casa para votar naquele segundo turno, foi para votar em Jair Bolsonaro, e votou em Rocha porque era “o candidato do capitão”.

Mas tem uma diferença enorme entre Marcos Rocha, Jair Bolsonaro e os demais governadores que foram eleitos com o mesmo discurso, que é o perfil econômico, político e social ímpar de Rondônia.

Mudanças necessárias

Marcos Rocha precisa fincar os dois pés no Estado e traçar um plano para a segurança pública. Não apenas os crimes de rua, mas principalmente o avanço das facções criminosas no sistema prisional, onde aliás, foram registradas sete fugas entre o dia 31 e hoje. E o secretário de Defesa, Hélio Pachá nem pode agir ainda, não foi nomeado, portanto sem legitimidade para assinar qualquer portaria.

O mesmo vale para os demais assessores. No final da tarde desta quinta-feira passou a circular um Diário com nomeações, mas nem mesmo ele legitimou o pagamento de diárias a esposa do governador, já que ela teria recebido o dinheiro ainda em dezembro, conforme mostram os documentos. Pode parecer pouco, mas isso se chama improbidade.

Não basta construir

Marcos Rocha vem falando em construir um novo hospital de urgências e alega que vai “resolver o problema do João Paulo II”. A questão dos hospitais é que não basta construir, tem que equipar e manter.

E é ai que reside o problema maior. Estados com muito mais recursos não conseguem atender a demanda dos pronto-socorros, exatamente pela falta de dinheiro para a manutenção, pessoal, medicamentos, etc.

Antes de sair correndo a sacolinha para construir, é preciso conhecer o orçamento e a viabilidade operacional.

Com o governo federal apertando o cinto, boa vontade não basta, é preciso projeto viável. O que temos até agora são apenas chavões e frases feitas.

Outro ponto

A máquina arrecadatória do Estado tem que ser revista, assim como os incentivos fiscais que foram dados por Confúcio Moura. Apenas para a JBS o Estado abriu mão de uma fortuna.

A população quer e precisa pagar menos impostos, mas para isso é necessário planejamento. Pedir a Deus ajuda, mas se as metas não forem claras e alcançáveis, teremos apenas mais do mesmo.

Tudo que Rocha fez até o momento é passível de compreensão, afinal ele ainda está conhecendo o terreno onde pisa. Mas ele não é inocente tampouco amador. Já integrou primeiro escalão de governo e a ele não cabe desculpas.

Vaidade falando alto, provável, mas desconhecimento não.

A prática de exercícios físicos aumenta a sobrevida no câncer. Mesmo pouco, pode fazer toda a diferença

A prática de exercícios físicos após o diagnóstico de câncer melhora a sobrevida, mesmo para os pacientes que nunca tenham feito exercício antes, segundo as conclusões de um novo estudo. Estes são os resultados de uma análise de dados epidemiológicos coletados por 14 anos de uma coorte de 5.807 pacientes que receberam diagnóstico de vários tipos de câncer.

Foi observado um benefício significativo do exercício na sobrevida dos pacientes com um destes oito tipos de tumores: mama, cólon, próstata, ovário, bexiga, endométrio, esôfago e pele (principalmente melanoma). Os pacientes que se exercitaram regularmente tiveram a maior vantagem de sobrevida na comparação aos sedentários.

Os que se exercitavam três a quatro vezes por semana antes e depois do diagnóstico de câncer reduziram o risco de mortalidade por todas as causas em 40% (razão de risco ou hazard ratio de 0,60) e o risco de mortalidade específica por câncer em 39% (hazard ratio de 0,61) quando comparados aos pacientes com câncer que permaneceram “habitualmente inativos”.

No entanto, os pacientes que se exercitaram apenas um ou dois dias por semana antes e depois do diagnóstico também tiveram melhora significativa da sobrevida quando comparados aos sedentários, apresentando uma redução de 32% tanto da mortalidade por todas as causas como da mortalidade específica por câncer (hazard ratio de 0,68), revelou o estudo.

Surpreendentemente, mesmo os sedentários renitentes tiveram melhora importante da sobrevida ao iniciarem a prática de exercícios físicos.

Os pesquisadores descobriram que os pacientes que foram sedentários na década anterior ao diagnóstico tiveram uma queda de 28% da mortalidade por todas as causas e da mortalidade específica por câncer quando passaram a se exercitar apenas uma ou duas vezes por semana no ano seguinte ao diagnóstico do câncer (hazard ratio de 0,72). Os benefícios da sobrevida foram observados independentemente de fatores como sexo, idade, peso, tabagismo ou estágio do câncer.