As vantagens e os perigos do método de jejum intermitente para emagrecer

As vantagens e os perigos do método de jejum intermitente para emagrecer

Uma pesquisa nos EUA mostrou que, de 16 pessoas que usaram a dieta, 11 conseguiram perder peso – mas isso é saudável?

O jejum intermitente tem ganhado diversos adeptos no Brasil. A sua popularidade enquanto método de emagrecimento tem crescido, apesar de muitos especialistas questionarem sua utilização.

Ele consiste em ficar um determinado período de tempo ingerindo poucas calorias ou nenhuma caloria. Seus defensores apontam que esse é um método bastante eficiente e saudável de perder peso com rapidez, principalmente porque ele é controlado.

É possível dizer ainda que o jejum intermitente não é uma dieta. Ele é um método simples, rápido e barato de entrar em forma. Apesar de ser restritivo, permite ao indivíduo lidar melhor com os períodos de baixa ingestão calórica, bem como aqueles em que volta a comer.

Como fazer o jejum intermitente?

Há três formas principais de se fazer o jejum intermitente. A mais extrema consiste em uma vez por semana ficar 24 horas sem comer absolutamente nada. Poucas pessoas seguem esse modelo, visto que as demandas do dia a dia exigem energia, portanto exigem que haja um mínimo de alimentação.

O padrão mediano de restrição calórica é conhecido como 16:8. Ou seja: você fica 16 horas seguida sem comer nada, tendo um intervalo de 8 horas para realizar suas refeições. Normalmente essa janela é do meio-dia às 20 horas.

Por fim, o padrão mais simples é o 5:2. Você come normalmente durante cinco dias, enquanto em dois dias não consecutivos você comerá apenas 25% do que normalmente ingere.

Os especialistas e defensores do método apontam que a melhor forma de se introduzir no jejum intermitente é começando pelo padrão 5:2. Depois que estiver mais acostumado a ele, pode tentar o mediano e, por fim, o mais extremo.

O jejum intermitente realmente funciona?

Uma pesquisa divulgada em 2017 mostrou que de 16 casos de jejum intermitente, 11 foram bem-sucedidos. Ou seja: o método funciona, é claro, mas não com todo mundo.

O segredo dele é puramente matemático. Isso porque na verdade ele segue o que todos os métodos de emagrecimento recomendam: gastar mais calorias do que você consome. É um cálculo de subtração simples e que, na verdade, nem precisaria de um método como o jejum intermitente para ser feito.

Ainda assim, é preciso cuidado e muito foco nos intervalos em que comer é permitido. Principalmente no caso do 5:2, em que o jejum é menor. Há pessoas que não estão psicológica e fisicamente preparadas para esse tipo de sistema.

Muitas vezes o que acontece é compensar os períodos sem comer. Há quem confunda as 8 horas de janela do 16:8 com 8 horas inteiras em que se deve comer. Outros acham que nas horas de alimentação está liberado qualquer alimento.

É preciso, como em tudo na vida, parcimônia, bom senso e autocontrole. O jejum intermitente serve como uma porta para a reeducação alimentar. No fundo, a ideia é você repensar sua relação atual com a comida.

Não é meramente uma questão de perder peso, mas sim de reavaliar sua alimentação. Cortar aqueles alimentos que não prestam e que nada acrescentam de forma nutricional é o grande foco desse tipo de método.

Benefícios do jejum intermitente

Além de perder peso e de reeducá-lo em relação a sua alimentação, o jejum intermitente tem uma série de outros benefícios.

A aceleração do metabolismo é um deles. Ainda que você não forneça a mesma quantidade energética ao corpo, o organismo acelera a queima dos estoques de gordura para obter a energia que você precisa para se manter em pé.

Ao mesmo tempo isso faz com que o jejum intermitente seja melhor do que dietas low carb. Essas dietas cortam nos carboidratos, os grandes responsáveis por dar energia ao corpo. O jejum, como visto acima, faz justamente o oposto.

Em relação às dietas restritivas, o jejum intermitente é mais eficiente em manter a massa magra intacta por mais tempo. Pensando em tudo isso, quem pratica exercícios que visam hipertrofia podem se beneficiar bastante desse método.

Aliás, treinar em jejum em alguns casos pode aumentar e melhorar a performance do treino. Comer depois de treinar faz com que absorção dos nutrientes seja mais rápida e mais efetiva.

Por fim, o jejum é ótimo para a saúde cerebral. Ingerindo menos gordura e menos açúcares, seu sistema nervoso funciona de forma natural.