A cidade de Porto Velho não é mais a mesma *

A cidade de Porto Velho não é mais a mesma *

Porto Velho, RO - Hoje uma terça-feira, 23 de junho de 2020, um dia que levantei cedo e resolvi adiantar os trabalhos do dia.

Mas este não é um dia comum, percebi que nossa cidade não é mais a mesma. O vírus a transformou, pessoas com medo, sem emprego, doentes, sem rumo e muitas pessoas mortas.

Foram amigos, conhecidos e muitos desconhecidos em Porto Velho, totalizando 317 óbitos na capital de Rondônia.

Nas últimas duas décadas virei adepto de comprar peixes em feiras, barracas, peixarias e descobri o Cai Nágua nos últimos 3 anos, onde tem peixes em maior variedade, mas hoje senti a falta de três pessoas.

Perguntei por uma pessoa que sempre comprava peixe da barraca dele, resposta: Morreu. Como assim o “Dó” morreu!!! Morreu, faz dois meses, de complicação de uma diabetes e suspeito de COVID-19, mas até hoje eu ainda não acredito, pois o caixão foi lacrado e penso que ele vai voltar a qualquer momento. (Dó tinha 40 anos de Cai Nágua)

E fulano? Também morreu esse confirmado de COVID-19. E fulano? Não morreu, mas não está vindo trabalhar com medo do vírus.

Comprei meus peixes, mas o dia ainda ia me revelar outras mortes. Na Assembleia Legislativa, açougue, agropecuária e Shopping. Pois é meus amigos, o vírus existe e esta no nosso meio.

É questão de tempo para nós encontrarmos ele frente a frente.

Não vou falar para você que leu esse relato até aqui, pois você já sabe o que fazer. E que Deus ilumine as mentes dos cientistas para que a vacina para esse vírus seja encontrada.

Everaldo Alves Fogaça é jornalista em Porto Velho, ex-vereador, bacharel em direito e editor do site O OBSERVADOR.