GREVE NA UNIR

Professores, estudantes e jornalistas estão sob ameaça da PF em Rondônia, denuncia movimento grevista

O tal delegado responde pelo nome de Eduardo Brun de Souza e tem sido apontado sempre como responsável pelos atos de intimidação

30/10/2011 - 09:53:00 - ÓCIO IMPERATIVO - Matéria Visualizada Vezes

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A tantos quilômetros de distância e sem nenhum contato direto ainda com envolvidos na situação, ainda não tenho muita certeza do que está acontecendo no conturbado movimento grevista da Universidade Federal de Rondônia (Unir) há mais de 40 dias. Mas a situação parece estar realmente complicada. Recebi hoje (26) pela tarde, de uma amiga advogada e militante de movimentos populares, um e-mail de um professor ligado à greve que, para se ter uma ideia, encerra-se assim: “Peço socorro, pois corro risco de vida”.

Na mensagem, o professor denuncia atos de intimidação por parte da Polícia Federal a professores, estudantes e até jornalistas que têm coberto o caso. Não sei ainda qual o objetivo das supostas intimidações da PF nem o que as justifica (se é que algo justifica intimidação!). Mas dei uma averiguada nos veículos de informação rondonienses e encontrei notícias sobre agressões, inclusive, a um deputado federal que teria se colocado ao lado dos professores.

Repercutido até pelo site do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, o caso mais polêmico relacionado ao movimento grevista até agora parece ter sido a intimação e o posterior indiciamento do jornalista Everaldo Fogaça, alegadamente por apenas ter divulgado uma nota do DCE da Unir (pelo que entendi, a greve não é apenas de docentes, mas também de alunos) que o delegado da PF diz ter considerado caluniosa.

O tal delegado responde pelo nome de Eduardo Brun de Souza e tem sido apontado sempre como responsável pelos atos de intimidação.

Tentei entrar em contato por telefone com o professor que enviou a mensagem-denúncia e com o jornalista ameaçado, mas não fui atendido (talvez porque lá em Rondônia já se aproxima da meia noite e as pessoas normais dormem). Fiz contato por e-mail e estou aguardando resposta. Enviei uma solicitação de entrevista à assessoria de imprensa da reitoria da Unir também. Em breve retorno aqui com mais informações.

Enquanto isso, a internet está aí. Amigos professores, estudantes, jornalistas e todo cidadão brasileiro, vamos dar uma averiguada e ficar de olho nisso. As denúncias são graves e atos violentos contra movimentos pacíficos não podem ser tolerados.

O blog do movimento de greve é esse: http://comandodegreveunir.blogspot.com/
O portal do jornalista Everaldo Fogaça: http://www.oobservador.com/

Postado por Simão Vieira de Mairins às 18:33

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